O Cão Orelha não era apenas um cachorro. Ele era parte da alma da Praia Brava, no norte de Florianópolis, em Santa Catarina. Durante cerca de dez anos, ele viveu livre, respeitado e cuidado espontaneamente por moradores e comerciantes da região.
No entanto, em janeiro de 2026, sua história ganhou um desfecho doloroso. Ainda assim, sua memória segue viva como símbolo de amor, resistência e também de alerta para como tratamos os animais.
Cão orelha: onde ele morava e como era seu dia a dia
Antes de tudo, ele era conhecido por todos na Praia Brava. Ele circulava tranquilamente entre ruas, comércios e a faixa de areia, sempre recebendo carinho, comida e água de quem passava.
Além disso, por ser um cachorro comunitário, ele não pertencia a uma única pessoa — mas, na verdade, a toda a comunidade. Ele representava o que há de mais bonito na convivência entre humanos e animais: cuidado coletivo, respeito e afeto.
Enquanto muitos viam apenas um cão de rua, os moradores viam um amigo fiel.
Cão orelha: o caso que comoveu o Brasil
Entretanto, no dia 4 de janeiro de 2026, a violência interrompeu brutalmente a história de Orelha. Quatro adolescentes são suspeitos de agredi-lo com pedaços de pau ou objetos contundentes.
Logo depois, orelha foi encontrado com ferimentos graves na cabeça. Mesmo sendo levado a uma clínica veterinária, seu estado era irreversível. Assim, por compaixão, os veterinários optaram pela eutanásia para evitar mais sofrimento.
O laudo apontou uma lesão severa na região craniana, compatível com violência extrema.
Por que não podemos esquecer sua história
Por isso, ele não pode ser apenas mais um nome em uma manchete. Ele representa milhares de animais comunitários que vivem entre nós, confiando nos humanos para sobreviver.
Além disso, sua morte levanta uma pergunta urgente: que tipo de sociedade estamos construindo quando a crueldade com animais se torna banal?
Orelha confiava. Orelha se aproximava. Ele não atacava ninguém.
Mesmo assim, foi ferido por quem deveria proteger.
Reflexão sobre como devemos tratar os cachorros
Antes de mais nada, é preciso lembrar: cachorro sente medo, dor, alegria e apego. Ele cria vínculos. Ele reconhece gestos de amor.
Portanto, tratar um cachorro com respeito não é um favor, é uma obrigação moral.
Além disso:
- Um animal nunca deve ser visto como objeto.
- Um cachorro comunitário é responsabilidade de todos.
- Violência contra animais é sinal de algo muito errado dentro de quem a pratica.
Cuidar de um cachorro é, acima de tudo, cuidar da nossa própria humanidade.
Uma homenagem que fica no coração

Por fim, orelha partiu, mas deixou uma lição eterna. Ele nos ensinou que amor não precisa de palavras, apenas de presença.
Que a memória do Cão orelha continue despertando consciência, empatia e ação.
E que, a partir da sua história, mais pessoas escolham proteger em vez de ferir, cuidar em vez de ignorar, amar em vez de machucar.
Descanse em paz, orelha, sempre lembraremos de você.
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